domingo, 20 de abril de 2014

Vias do Centro são interditadas para implosão de trecho da Perimetral, Rio Implosão do Elevado está marcado para às 7h deste domingo. Sirene anunciou bloqueio de ruas importantes da região às 6h30.

Trecho de 300 metros da Perimetral deve vir abaixo em segundos (Foto: Reprodução/Globo)
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Mais um trecho da Perimetral será demolido, no Rio (Foto: Editoria de Arte/G1)
Vias importantes do Centro e Zona Portuária do Rio foram interditadas às 6h30 deste domingo (20) para a implosão de mais um trecho do Elevado da Perimetral, marcada para às 7h. Moradores e comerciantes que ficam a até 150 metros da região precisaram deixar a área até 6h. A implosão do Elevado acontece nos 300 metros do viaduto entre a Marinha e a Polícia Federal, na altura da Praça Mauá. A primeira implosão ocorreu em 24 de novembro do ano passado, quando vieram abaixo as pilastras que sustentavam o trecho de pouco mais de um quilômetro do elevado, da Avenida Professor Pereira Reis até a Rua Silvino Montenegro.
Segundo  Alberto Silva, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), disse na manhã deste domingo que a vibração da implosão será muito menor que no primeiro trecho.
"Havia uma preocupação maior com os imóveis históricos, que receberam uma proteção especial, já que é uma área muito menos habitada. Um pequeno número de moradores do final da Rua Sacadura Cabral saiu de casa", disse Silva. Ele afirmou ainda que não estão previstas mais detonações.
José Renato Pontes, presidente da Concessionária Porto Novo, 250 quilos de explosivos vão colocar abaixo cerca de 4 mil metros cúbicos de concreto no chão. Segundo ele, isso deve acontecer em menos de 5 segundos. "A Perimetral será totalmente retirada ate o final do ano", disse pontes.
Sirenes
Após uma primeira sirene, tocada às 6h30, as seguintes vias foram bloqueadas ao trânsito: Avenida Rio Branco entre a Avenida Visconde de Inhaúma e a Praça Mauá; Rua Barão de Tefé entre a Avenida Rodrigues Alves e a Avenida Venezuela; Rua Coelho e Castro, toda extensão; Rua Aníbal Falcão, toda extensão; Rua Argemiro Bulcão, toda extensão; Avenida Venezuela entre a Avenida Barão de Tefé e a Praça Mauá; Rua Sacadura Cabral entre a Avenida Barão de Tefé e a Avenida Venezuela. Estas vias serão liberadas às 9h.

Desde a madrugada de sexta-feira (18), a Avenida Rodrigues Alves, que fica embaixo do viaduto, foi interditada no trecho entre a Praça Mauá e Rua Edgar Gordilho, para que a Prefeitura realize os últimos preparativos para a demolição. Diferentemente do outro trecho do elevado, que foi implodido em novembro, os explosivos serão utilizados apenas nos pilares deste pedaço.
O trânsito na Avenida Rodrigues Alves só será normalizado na quinta-feira (24). Até esta data, os motoristas que seguem pela Avenida Rio Branco em direção à Avenida Rodrigues Alves serão direcionados para a Avenida Venezuela, que terá mão invertida até a Rua Edgar Gordilho, de onde os condutores vão acessar a via.
A retirada deste trecho do Elevado da Perimetral será feita através de uma implosão por questões de segurança, segundo o presidente da concessionária Porto Novo, José Renato Ponte. O pedaço do viaduto entre a Praça Mauá e a Rua Edgar Gordilho seria, inicialmente, demolido através da quebra do concreto com um martelo hidráulico. No entanto, após nova avaliação técnica, a Porto Novo entendeu que este método poderia causar acidentes.
“Não havia uma previsão inicial de implodir este trecho. Quebraria o tabuleiro no trecho em que há concreto apenas, sem vigas. Mas na avaliação técnica  foi melhor implodir. Ele tem um cabo de aço que serve para compactar a estrutura. Havia falhas nesta execução, que então poderia causar um acidente. A técnica da época não permitia a retirada desta forma”, explicou José Renato Ponte.
Os pilares da Perimetral foram cobertos por uma tela para que pedaços de concreto não sejam arremessados contra prédios vizinhos. Os edifícios também receberam proteção e serão evacuados horas antes da implosão, por questões de segurança. A área será isolada da população de do trânsito entre 5h e 9h de domingo. Sirenes vão alertar o horário da implosão.
“Todos os preparativos foram feitos. Estamos trabalhando neste processo há cerca de 45 dias. Todos os procedimentos de segurança serão feitos.  É um trecho menos e tecnicamente mais simples de executar. Mas como existe trânsito, temos que tomar medidas de segurança”, explicou o presidente da Porto Novo.

Uma curiosidade da implosão é que o concreto da Perimetral será reaproveitado nas obras da Zona Portuária. Segundo José Renato Ponte, o material será reutilizado na pavimentação das ruas da região.

A prefeitura do Rio informou ainda que os prédios históricos na região da implosão foram protegidos. O Museu de Arte do Rio (MAR) ficará fechado entre o dia 19 e 23 de abril por causa da intervenção para a implosão. Segundo o prefeito, os moradores já foram avisados e os motoristas devem evitar circular pela área no domingo. "São obras de mobilidade que exigem uma dose de sacrifício da população. Será um transtorno mas será necessário", completou.

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